quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Educar o Kung Fu.

Foto Oficial Si-To de meu Baai Si. 

 

"Educar não é ensinar respostas,

educar é ensinar a pensar".

Rubem Alves.

    

 

O estudo do Kung Fu não segue a lógica Ocidental de perguntas e respostas, do conhecimento que encerra um fim em si mesmo. Ele é um trabalho dedicado para o desenvolvimento de cada pessoa, e desta forma, ele promove um encontro do praticante consigo.

   Não é nada fácil você se ver quando precisa eliminar impurezas, e como todos nós precisamos, o Kung Fu se torna um desafio a ser enfrentado por todos aqueles que desejam se desenvolver em todo o seu potencial, mas como o preço é ver-se em todas as suas facetas, boas e más, posso dizer que praticar Kung Fu embora seja para qualquer pessoa, não é para qualquer um. 

   É preciso muita coragem e força de vontade para enfrentar a si mesmo, não apenas reconhecer os seus limites, mas respeitá-los para, só assim, superá-los de uma forma consciente, madura e definitiva.

   Eu não trilho este caminho sozinho, meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho me orienta para que eu remova todas essas minhas impurezas e possa desenvolver todo o meu potencial. Confesso que me vi várias vezes nas palavras de meu Si Fu e de tudo que ele já me disse até hoje, afirmo que ainda tenho um bom caminho pela frente.

   Quando praticamos o Kung Fu, nossos movimentos, nossa entrega, nossa precisão, falam muito sobre quem somos naquele momento, em que nível está nosso desenvolvimento. Eu tenho muita sorte em ter meu Si Fu para me orientar naquilo que preciso melhorar, lançando seu olhar de Mestre sobre mim, me ajudando a refinar, a educar meu Kung Fu.

 

 



sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Um presente para a vida.


Si Fu me orientando via Skype. 22 de Janeiro de 2021.


 Nesta postagem eu vou falar sobre queda, porém, além disso, falarei sobre a coragem de levantar. Por diversas vezes me vi dando um passo para frente e dez para trás, parecendo que tudo conspirava para que meu desenvolvimento não chegasse. Até conseguir ver que este "tudo" na verdade, mora dentro de mim. Não cheguei a esta conclusão sozinho, e os meios para conseguir resolver estas questões, eu recebi como um  presente ofertado por meu Si Fu.

Antes de falar sobre o que este presente fez e fará por mim, vou dividir aqui um breve relato sobre a  necessidade que tive em recebê-lo. Meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho, orienta meu desenvolvimento e assim como fez no dia de meu Baai Si, estende-me a mão para que eu possa levantar. 

Tenho sentimentos represados que ainda sabotam meu Kung Fu. São como folhas que encobrem o coração (Ip Sam) e não permitem que eu viva o que realmente sou em essência. Retirar essas "folhas" e permitir que meu brilho interno desponte é um trabalho que realmente não consigo fazer sozinho. Para minha sorte, tenho o Si Fu ao meu lado. 

Kung Fu é um trabalho dedicado em busca da excelência, e como meu Mestre já me disse algumas vezes, um homem de Kung Fu não sabe tudo, mas está pronto para aprender o que for preciso. E realmente abandonar alguns dos vícios que me prendem a uma certa imaturidade, gera a "dor do crescimento" há uma resistência interna muito forte, mas como crescer é preciso, o desejo que impulsiona o To Dai em busca de seu desenvolvimento rumo à excelência deve ser bem maior.

 Se afetar menos (ou nada) com as contrariedades, compreender de que só leva "desaforo para casa" quem tem força interna para isso, são sinais de que o amadurecimento do Kung Fu começa a se manifestar,  de que o coração começa a se livrar daquilo que o encobre, e encontra a luz.

São sinais da manifestação de que o presente que recebi de meu Si Fu está sendo usado da forma correta: usado para viver melhor.



sábado, 16 de janeiro de 2021

Rever e reconhecer.

    


Almoço em celebração ao Aniversário do Si Fu. Copacabana/RJ. Dezembro de 2020.


"Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante,

Do que ter aquela velha opinião formada

sobre tudo"

Raul Seixas.


Quando meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho embarcou para a os Estados Unidos, lá estabelecendo residência, e onde em futuro próximo, abrigará a nossa Sede Mundial, a primeira coisa que pensei foi que precisávamos, por conta desta distância, ficarmos mais próximos ainda. 

Não, eu não estou louco, embora o que disse pareça paradoxal e uma epígrafe com letra de Raul Seixas possa me colocar na posição de uma outra música dele, como se eu fosse um maluco beleza. Na realidade é a relação estabelecida com seu Mestre que ditará, o quanto estão próximos. É que uma arte como o Ving Tsun, datada por volta de 1700, ensina o quanto é estratégico apoiarmos no potencial da situação, e fazer uso da tecnologia para através de vídeos e áudios, encurtar a distância, gera bons resultados quando bem aproveitada.



Si Fu durante Evento na Sede do Clã. Barra da Tijuca/RJ, Dezembro de 2020.



Desta forma, tive a oportunidade de estreitar a relação com meu Mestre, procurando-o por diversas vezes para falarmos sobre aquilo que estava sendo desenvolvido aqui no Brasil, como nós Discípulos vínhamos dando continuidade ao trabalho por ele iniciado e desenvolvido. Na realidade, as orientações de meu Si Fu, personificam a agulha da bússola, apontando nosso norte, mas não podíamos esquecer de que segurávamos a bússola, nossa responsabilidade também era grande. 

E no decorrer deste ano, mundialmente abalado pela Pandemia, a manifestação do Kung Fu recebido de nosso Si Fu, me fez compreender na prática uma frase de meu Si Taai Gung, o Patriarca Moy Yat: "Quando é necessário, o seu Kung Fu aparece."

E foi na busca por orientações que consegui ver meu Si Fu de uma forma que não via antes. Deixei de lado o meu jeito teimoso e "metido a saber tudo" para ouvir mais e mais de meu Mestre, tendo a oportunidade não apenas de aprender mais com ele, como também aprender mais sobre ele.

E a cada dia, aquela imagem de um Mestre de Ving Tsun Kung Fu que tem uma habilidade extraordinária,( não sou o único a dizer, o próprio visto dele para residir nos Estados Unidos confirma isto), foi dando espaço também para a imagem do ser humano que orienta, que te diz muitas vezes aquilo que você não quer ouvir, mas que é exatamente o que precisa, gerando uma aproximação mesmo na distância, favorecida pela tecnologia, mas vivenciada com o espírito marcial. 




  Embarque de Si Fu e Si Mo para os Estados Unidos. Janeiro de 2021.





sábado, 2 de janeiro de 2021

Mais que uma sequência de movimentos.


Si Fu fala aos presentes. Na foto sendo observado pelo Si Hing Thiago Pereira.



 Hoje foi um dia muito especial. Meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho orientou nosso estudo de Da Hung Jong. Havia uma grande expectativa, da minha parte e de alguns de meus irmãos Kung Fu para esta (uso o termo aqui por minha conta) enigmática prática.

Si Fu orientou o grupo de Discípulos ali presente falando sobre a importância deste Hung (  ) ou seja, deste vazio para que o seu Kung Fu se manifeste. Sem o boneco de madeira, o Muk Yan Jong (  樁) para dar ao praticante a referência visual e tátil, a primeira e correta sensação que me acometeu foi exatamente, a do vazio. Embora não esteja ali, é exatamente o boneco de madeira que dará o referencial, para que esta sequência realizada com as mãos livres no ar, faça sentido. E é aí que o estudo começa.

Não será uma reprodução de movimentos como executados no Muk Yan Jong, afinal não faz sentido realizá-los com base em algo que não está lá. Porém o espírito daquilo que se executa, ou seja, a camada de Kung Fu que o praticante carrega consigo, adquirida durante o estudo no boneco de madeira, será a chave de leitura para a execução dos movimentos, que agora, serão feitos no ar, no mais completo vazio.   



Eu durante a minha busca, no estudo do Da Hung Jong.



Será na experiência da busca por uma lógica que respeite o que se executou no Muk Yan Jong e não apenas o reproduza, que se revelará o quanto de Kung Fu se tem, e o quanto ele foi refinado durante a prática deste estudo que integra o primeiro nível da fase semi -estruturada do Sistema Ving Tsun.

O estudo do Da Hung Jong é um refinado trabalho de observação, onde o praticante lança uma lente de aumento sobre si mesmo, na busca por uma sequência lógica, que retrate o seu nível de compreensão sobre o Sistema Ving Tsun.

 É muito mais que uma sequência de movimentos. É um encontro com seu próprio Kung Fu.





Foto Oficial do Evento.


                  

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Si Fu: 51 Anos.


Si Fu durante a transmissão da Celebração de seu Aniversário de 51 anos.



 Uma grande e popular campanha publicitária no Brasil, associou o número 51 a um slogan: "uma boa ideia." E cai como uma luva começar a falar um pouco sobre o também do publicitário, além de psicólogo e Mestre de Ving Tsun, meu Si Fu Julio Camacho, como um homem de 51 anos, que acredita no que faz, e que é alguém de boas ideias. 

Sua capacidade de acreditar e sua dedicação o trouxeram até aqui. Um Mestre com um trabalho consolidado no Brasil, iniciando sua carreira nos Estados Unidos. 



Si Fu ministrando prática de Ving Tsun nos Estados Unidos.


Não apenas o isolamento social imposto à todos, mas também a distância geográfica fizeram com que a Celebração de seus 51 anos fosse realizada através de videoconferência. A distância foi menor do que a emoção: Em uma Cerimônia conduzida por nosso irmão Kung Fu Cláudio Teixeira, Si Fu recordou vários momentos de sua trajetória no Ving Tsun, e até um quiz divertido organizado por nossa irmã Kung Fu Carmen Maris com 16 perguntas, testou o quanto sabíamos sobre ele. 

Com as presenças ilustres de Si Gung Leo Imamura, Si Taai Vanise Imamura, e de alguns de meus Si Sok, o Encontro previamente planejado para uma hora e meia (18:00 até 19:30) passou um pouco das 21:30; afinal de contas, um momento tão especial não deve ser cronometrado e sim desfrutado ao máximo.



Convidado ilustre: Si Gung homenageia meu Si Fu com sua presença.



E foi com muita saudade, daquilo que já foi vivido, como também da presença de todos, e em especial de suas filhas e sua mãe, que meu Si Fu por vários momentos dividiu conosco sua emoção, e por vezes a voz embargada, mostrou para além do Mestre, o coração do homem.



Jade (com máscara) e Júlia. As filhas de meu Si Fu.


Ao lado de nossa Si Mo, Sra. Márcia Moura, meu Si Fu assistiu a um desfile de declarações, agradecimentos e até momentos mais engraçados oriundos de sua relação familiar consanguínea com minha Si Sok Úrsula Lima, que é sua prima. 

Nós Discípulos fomos representados através das palavras de nosso Daai Si Hing Leonardo Reis, com belas lembranças da relação com nosso Si Fu. 

Uma noite memorável, uma grande celebração realizada através das telas de notebooks, computadores de mesa, ou como no meu caso, de smartphones. Assim é o Kung Fu: fazemos o melhor com aquilo que temos, ou podemos fazer no momento. Afinal de contas, apoiar-se no potencial da situação, retirar o melhor mesmo de momentos aparentemente desfavoráveis, é um ensinamento de nosso Si Fu: atuar com excelência. O que sempre será uma boa ideia. 

Obrigado e mais uma vez: Parabéns Si Fu.



Si Fu e Si Mo: os olhares para a tela do computador de onde saíam diversas homenagens.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Entrevista: Si Fu e Si Mo na Flórida.

A entrevista está disponível em: https://youtu.be/Otb3zsE6otk

 

Ao falar sobre a categoria do visto de habilidade extraordinária, recebido por meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho, que lhe concedeu a permissão para trabalhar e residir nos Estados Unidos, o entrevistador, Paulo Paternes assim descreveu:

"Para vocês entenderem, pessoal, o habilidade extraordinária é assim: Os Estados Unidos dizem que esse cara é tão bom que ter ele por aqui com a gente é um privilégio".

A partir desta elogiosa introdução, meu Mestre foi apresentado e teve a oportunidade de apresentar a sua visão sobre o Ving Tsun em uma excelente entrevista, que foi ao ar pelo You Tube, terça-feira passada.

Em um ambiente descontraído e amistoso, Si Fu e Si Mo (senhora Márcia Moura) contaram sobre suas experiências, de como está sendo morar desde 29 de janeiro deste ano na Florida, e sobre a oportunidade de terem o contato diário com uma nova cultura, e claro, falaram também sobre Ving Tsun.




Com muita simpatia e perguntas interessantes, o comunicador Paulo Paternes conduziu a entrevista.



Si Fu contou brevemente sobre sua história dentro das artes marciais. Seu pai era faixa preta de Jiu Jitsu, e foi lendo um dos livros de seu pai que ele viu pela primeira vez o termo Ving Tsun. A partir deste momento da entrevista, Si Fu relata alguns fatos sobre a história do Ving Tsun, sua trajetória e em seguida apresentou vários aspectos filosóficos e culturais deste Sistema de Arte Marcial que reúne várias pessoas ao redor do Mundo.





Uma bela conversa sobre o Ving Tsun e o benefício trazido através desta arte marcial chinesa.




O Kung Fu não é para lutar, é para fazer bem qualquer coisa bem, inclusive lutar. Com estas palavras, Si Fu apresenta esta arte chinesa fora do vivo estereótipo que a luta tem no imaginário popular. Foi uma  oportunidade de apresentar que o campo da marcialidade da luta, é o que envolve maior tensão. O Kung Fu leva o praticante a relaxar na crise (relaxamento não é displicência). É saber tirar proveito do desfavorável para se refinar, atuar com eficácia, ilustrou sobre o fato de que quanto mais agressivo o outro, mais ele gera oportunidade para uma conexão, podendo-se tirar proveito dela. Paulo Paternes compreendeu e comparou com a seguinte analogia:
"O empreendedor nato, quando a coisa está ruim ele ganha dinheiro, quando a coisa está boa ele também ganha dinheiro".
Si Fu deixou claro na entrevista que a arte marcial não é um fim em si mesma, mas um meio para que a pessoa se desenvolva e seja capaz de viver conforme seus valores e consiga encontrar nas mais variadas situações da vida, respostas eficazes. É perceber o proveito que há em tudo, que a diferença entre o erro e o acerto está naquilo que se retira de cada situação, do aprendizado gerado. 
Foi uma oportunidade de ouvir, aprender, e acima de tudo reafirmar aquilo que vem impresso em seu visto concedido pelos Estados Unidos: a sua habilidade extraordinária.





Programa de entrevistas que recebeu Si Fu e Si Mo na Florida.

domingo, 8 de novembro de 2020

Entrevista: o Kung Fu e o Mestre.


A entrevista disponível em: https://youtu.be/iJFS7RsKO0g 



"Para quem conhece o Surf, eu apresento o meu Ving Tsun,
Para  quem conhece o Ving Tsun, eu apresento o meu Surf.
 Para quem me conhece, finalmente eu apresento este livro.
E para  quem  não me conhece, este livro  me  apresenta" .

Mestre Senior Julio Camacho: in, Tao do Surf.



Na noite de quinta-feira passada, meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho foi entrevistado pelo Canal do You Tube Bubbles Podcast, onde teve a oportunidade de contar um pouco sobre sua vida e sua carreira. Na realidade esta separação de termos nem existe, afinal, ele realiza todas as suas atividades como uma expressão legítima sua própria vida. 
Morando desde o início deste ano na Flórida, está iniciando uma série de entrevistas que oferecerão a oportunidade ao público de mídias sociais terem um contato mais próximo sobre a sua leitura do Sistema Ving Tsun. 




Em clima descontraído, Si Fu foi entrevistado por: Gabriel Carvalho (ao fundo), Juliana Bitencourt e Paulo Filho.



 Paulo Filho, falou sobre ter compreendido a partir daquela entrevista, que o Kung Fu não se trata apenas de uma luta, o que até então era a sua visão sobre esta expressão de arte marcial chinesa, e este apontamento gerou a oportunidade de meu Si Fu apresentar para a audiência, presencial e on-line (via You Tube), a seguinte resposta:
"Se você tem uma arte que quase que atravessa a sua maneira de pensar e de ser, você usa aquilo o tempo inteiro". 





Paulo Filho: seus questionamentos motivaram as respostas do Si Fu contidas nesta postagem.




A luta surge o tempo todo na vida, e raramente se manifesta de forma física. Seja no trabalho, na família, enfim, em qualquer nível de atividade somos mobilizados a darmos respostas que exigem de nós competência emocional. A prática de uma Arte Marcial como o Ving Tsun que tem como característica o não uso da força, é fundamental para não "brigarmos" com acontecimentos, pelo contrário, nos apoiarmos neles, e tirarmos o melhor proveito.
Outro questionamento de Paulo Filho sobre o Ving Tsun ter sido criado por uma mulher em uma China dominada por homens, gerou da parte de meu Si Fu outra resposta que serve de chave de leitura ao que eu afirmo no parágrafo anterior:

"Até onde a gente sabe o Ving Tsun foi a única arte marcial que foi desenvolvida por uma mulher, criada por uma mulher. E essa criação se deu de um encontro dela com uma monja. Foi uma mulher que transmitiu para outra mulher e veio uma tradição de homens depois disto (...) Isto afeta diretamente o próprio movimento, o próprio Sistema, porque não pode ser uma arte marcial baseada na força (...) uma arte marcial baseada muito mais na sensibilidade, na atenção e no cuidado(...) tem uma série de características femininas que fazem do Ving Tsun uma prática ímpar, singular".



Si Fu respondendo a perguntas sobre o Kung Fu.



Este pequeno recorte feito por esta postagem, é apenas um cartão de visitas de uma entrevista de mais de duas horas. Nela meu Si Fu teve a oportunidade de falar sobre a essência da arte marcial, que é o desenvolvimento humano, premência de morte, combate simbólico, como o Kung Fu pode ser desenvolvido por qualquer pessoa, e diversos outros temas, como psicologia e surf.
 A entrevista foi uma grande oportunidade de ouvir um Mestre de Ving Tsun dividindo um pouco do seu conhecimento adquirido em décadas de prática, ou como ele mesmo diz, de Vida Kung Fu. E próxima terça-feira, Si Fu concederá nova entrevista.




Si Fu concederá nova entrevista na próxima terça-feira dia 10 de novembro.