domingo, 25 de junho de 2017

O Kung-Fu e nossas escolhas.


O meu Si Fu, Mestre Sênior Júlio Camacho dedica muito de seu tempo a nós, seus Discípulos. Ele disponibiliza até mesmo seu tempo durante o café da manhã dos sábados para nos dar a oportunidade de aprendermos mais e mais com ele; o último sábado foi mais uma oportunidade que tive para aproveitar.


Si Fu ao lado de meu Si Hing (irmão kung-fu mais velho) Cláudio Teixeira em foto tirada por mim após um café da manhã. Foto 2017.




Em nossa conversa, ele falou da importância que há em aproveitar o potencial que toda e qualquer circunstância oferece. Muitas vezes cremos que circunstâncias que surgem em nosso caminho são frutos da "falta de sorte" ou que representam um "entrave" em nosso progresso e desenvolvimento, quando na realidade, podem ser parte da resposta, nem sempre exatamente da que procuramos, e que a capacidade de adaptação é fundamental para encontrarmos a resposta para tirar o melhor do "dilema que se apresenta", só precisamos nos fazer a pergunta correta.


Si Fu fala aos presentes após prática realizada no dia de feriado de Corpus Christi. Foto ano 2016.




Durante nossa conversa Si Fu citou Jean Paul Sartre: "O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós". Diante de tudo, seja de fatos do cotidiano, tragédias coletivas ou pessoais, sempre temos uma escolha, sempre será a nossa atitude que ditará o que será feito de nós, sobre qual será a minha escolha, uma postura de vitimização ou a de enfrentar a adversidade e buscar soluções.




Si Fu com três de meus irmãos Kung-Fu: Si Hing Thiago Pereira, Dai Si Hing Cledimilson Coutinho e Si Hing Leonardo Reis (da esquerda para a direita). Foto 2016.


O Ving Tsun é um Sistema de Kung-Fu que proporciona ao praticante desenvolver a capacidade de gerar respostas em cenários de crise, que se exteriorizam através do combate simbólico, buscando a excelência e o controle da ação, não apenas através de movimentos corporais que estimulam psicomotoramente a estas respostas, mas acima de tudo, é no convívio com seu Si Fu que o To Dai (aluno) encontra a tradução daquilo que vivencia corporalmente.



Si Fu apresenta meu nome Kung-Fu durante as comemorações do Ano Novo Chinês (Ano do Galo de Fogo). Foto 2017.


O processo de vitimização não é estrategicamente favorável, não é recepcionado em um processo de desenvolvimento de um bom Kung-Fu.

domingo, 18 de junho de 2017

O objetivo e o procedimento em um olhar com Kung-Fu.

Aprendi com meu Si Fu, Mestre Sênior Júlio Camacho, como é a visão de alguém que tem Kung-Fu, quando se trata de alcançar um objetivo, tendo de percorrer até ele um caminho difícil. Usou o exemplo de uma pessoa que esteja fazendo um concurso de difícil aprovação: normalmente estuda várias horas por dia, deixa a vida social um pouco de lado, se esforça ao ponto da exaustão e se por ventura, se não atinge o objetivo, olha para trás, se sente injustiçado pelo extremo esforço empregado ou se penaliza, achando que poderia ter feito mais.




Conversando com Si Fu durante o convite para o meu Baai Si. Foto 2016.



Alguém com Kung-Fu não precisa fazer mais, precisa fazer melhor. O olhar está direto no objetivo, não naquilo que se passa durante o caminho que leva até ele, não supervaloriza o cansaço ou tempo empregado para atingir o que se deseja, porque isso seria pensar em um fardo pesado que se carrega, um combustível perigoso para o desânimo.



Prática Coletiva. Núcleo Barra. Foto 2016.




  Uma visão estratégica, aponta para o alvo, traça estratégia que lhe possa dar o melhor resultado, e nunca foca no sofrimento durante o processo, apenas executa, com mais qualidade, e por consequência, com menor esforço. Sabe o que deve fazer e simplesmente faz. Sofre como qualquer ser humano normal, mas o Kung-Fu que adquiriu gerou as ferramentas necessárias para que consiga seguir em frente.



Si Fu abre a palavra para o grupo de To Dai presente durante após a prática no feriado de Corpus Christi. Foto 2016.


Não é a quantidade de trabalho árduo, mas a qualidade que se dá estrategicamente a ele que favorecerá o melhor resultado. O trabalho continuará sendo árduo, porém será executado de uma forma melhor. Será feito com Kung-Fu.   

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Lutar: a "ultima ratio" de um bom Kung-Fu.



Si Fu em reunião com dois de seus Discípulos: Roberto Viana (de pé) e Pedro Corrêa. Foto 2017.



Quando em 2003, iniciei a pratica do Ving Tsun, eu era uma pessoa muito diferente da que sou hoje. Não foram apenas os anos que me permitiram o amadurecimento, grande parte de minhas conquistas nesta área devo ao Kung-Fu transmitido por meu Si Fu, Mestre Sênior Júlio Camacho.



Roberto Viana durante prática no Núcleo Barra. Foto 2017.


Recordo de uma de nossas conversas, quando o meu Kung-Fu ainda era muito jovem (eu nem tanto), quando perguntei sobre a importância da defesa pessoal via luta corporal como forma de garantia para a integridade física. Meu Si Fu explicou à época para mim e para os presentes que se você precisa chegar ao ponto de lutar com este objetivo, é porque na verdade, muita coisa que aconteceu antes deu errado, possivelmente por falta de monitoramento, o que significa,  por falta de Kung-Fu, e que o praticante de Kung-Fu deve desenvolver a capacidade em avaliar os cenários, percebendo aquilo que está à sua volta, posicionar-se de forma adequada para evitar assim, situações de perigo que seriam facilmente evitados para quem tem um "olho treinado", se abster de estar presente em locais ou circunstâncias que se saibam potencialmente perigosos,  ser capaz de afastar as possibilidades conflitos desnecessários, inclusive portando-se com urbanidade diante das pessoas.



Si Fu orienta os Discípulos do Clã Moy Jo Lei Ou durante reunião no Núcleo Méier. Foto 2017.


Por estas razões, a luta, fora das hipóteses esportivas ou praticadas no ambiente marcial, ambas com total aprovação social, penso que deva ser a ultima ratio de um praticante de Kung-Fu. O termo em latim tem autoria atribuída ao estadista francês Armand Jean du Plessis (Cardeal de Richelieu) que durante a guerra dos Trinta Anos (1618-1648) mandou gravar nos canos dos canhões franceses o dístico "ultima ratio Regis"(última opção do rei). A palavra latina "ratio"(razão) também é compreendida como opção quando o termo é utilizado em Direito Penal.


O Sistema Ving Tsun Kung-Fu é um processo de desenvolvimento humano, que apresenta uma variação de cenários os quais o praticante experimenta através dos movimentos propostos, estar frente a frente com seus limites e como consequência, desenvolvendo a capacidade de estar relaxado (tranquilo) para avaliar da melhor forma possível, com base em seus próprios valores, a forma mais adequada para  responder à situações de crise. Com um vasto repertório, um bom Kung-Fu vence a luta antes que se chegue ao ponto de precisar chegar no nível físico. Em se chegando a ele, será este o mesmo repertório a ser usado, uma medida extrema, uma última opção.



Em "Fragmentos de Kung-Fu", Si Fu apresenta em vídeos disponíveis no You Tube, respostas para alguns cenários de combate corporal. Foto 2017.




domingo, 11 de junho de 2017

Família Kung-Fu: a arte marcial como fraternidade

Quando as pessoas pensam em arte marcial, o que vem logo à cabeça é uma prática que ensina como lutar, ter auto controle, qualidade de vida, etc. Esta visão está correta, porém o que poucos talvez pensem é como a fraternidade entre os praticantes é fundamentais para um desenvolvimento em alto nível.


Meu Si Fu, Mestre Sênior Júlio Camacho, líder do Clã Moy Jo Lei Ou, sempre nos orientou sobre a importância que há em acessar o Kung-Fu da forma adequada: através da Vida Kung-Fu.



Si Fu fala aos presentes por ocasião do Ano Novo Chinês (Ano do Galo de Fogo). Foto 2017.


A proximidade com seu Si Fu é fundamental, afinal quando estamos próximos fisicamente, e principalmente de coração, temos a oportunidade de, na convivência, compreender melhor a dimensão humana que a prática marcial favorece, o próprio ideograma Fu significa homem no sentido pleno de humanidade.



Inauguração da Moy Yat Ving Tsun Rio. Foto 2015.




Aprendi com meu Si Fu sobre a importância que há em seguir em frente sem se penitenciar pelos erros, mas com a tomada de consciência, seguir em frente com um novo comportamento diante da vida.



Eu e meus irmãos Kung-Fu, todos sob o aprendizado transmitido por nosso Si Fu, nos irmanamos como os mais velhos e os mais novos por ordem de entrada na família Kung-Fu (Si Hing e Si Dai respectivamente) cada um zelando pelo outro, favorecendo o desenvolvimento de todos, crescendo juntos em conhecimento e humanidade.



Foto Oficial do 47º Aniversário do Si Fu.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Relaxar na Crise: A excelência estratégica que há em um aparente paradoxo.

Um dos significados da palavra relaxar é "diminuir a tensão". O que corriqueiramente acontece é que em momentos de crise, essa tensão aumenta. Mestre Senior Julio Camacho nos ensina que o Ving Tsun é um Sistema de Kung-Fu que favorece o desenvolvimento humano e como tal, através de sua prática nos insere em circunstâncias que aumentam nossa sensibilidade e percepção para que façamos uma leitura de cenários que nos permita atuar com mais eficiência para responder a tais
circunstâncias.

Mestre Senior Julio Camacho.




Para tal, estar relaxado, ou seja, menos tenso, é essencial para que a nossa leitura dos fatos seja mais clara, sem ser contaminada por sentimentos  que possam levar à inércia causada pelo desespero. É olhar para a crise como um cenário proporcionado para o próprio desenvolvimento da capacidade de realizar, e agir dentro de um cenário crítico, fornecendo respostas favoráveis.


Si Fu ouvindo sobre minha experiência dentro do Ving Tsun durante o convite para o Baai Si. Foto 2016.


Mestre Senior Julio Camacho nos diz que o Ving Tsun nos apresenta um cenário de crise através de combate simbólico que oferece a oportunidade de o praticante através desta experiência poder vivenciar  uma prática que nos coloca em crise constante em um cenário controlado. Essa prática nos dá a oportunidade de experimentar situações de crise como também encontrar possíveis respostas.


A prática do Chi Sao (braços aderidos) lança o praticante de Ving Tsun em um cenário onde ele precisa responder à ação do outro, que ele não controla, mas pode, através da percepção sobre o outro, desenvolver através da prática a capacidade em oferecer respostas que lhe oportunizam o controle da ação.



Thiago Pereira e Vladmir Anchieta praticando Chi Sao na casa do Si Fu. Foto 2009.


A vida é um processo dinâmico e não há fórmula mágica para conseguir fazer com que tudo dê certo sempre. Porém é exatamente nos momentos em que as coisas dão errado, que nos vemos diante da crise, que nos é oferecida a oportunidade de desenvolver nosso potencial, colocar em prática a nossa capacidade de responder à novidade que aparece, e estar relaxado para que a tensão não nos deixe obinubilados, é fundamental para uma resposta de qualidade e eficiente. O Ving Tsun nos prepara para darmos estas respostas.

domingo, 7 de maio de 2017

Moy Jo Lei Ou: "Aquele que guarda o segredo ancestral".


Mestre Sênior Júlio Camacho (Moy Jo Lei Ou). Foto 2014.


O nome Kung-Fu traz consigo características relevantes sobre como é, e acima de tudo sobre quem é o futuro Discípulo, na visão de seu Si Fu. O Mestre Sênior Júlio Camacho teve a honra de receber seu nome Kung-Fu, em maio de 1996 diretamente de seu Si Gung, Patriarca Moy Yat (1938-2001) e Si Taai Po Helen Moy, atual líder do Grande Clã Moy Yat, o nome Moy Jo Lei Ou, que possui entre seus possíveis significados: "aquele que guarda o segredo ancestral".



Si Fu em um passeio matinal com Sitai Gung nos arredores de sua residência. Foto 1999. 


O Ving Tsun vem sendo transmitido por gerações, das quais Mestre Sênior Júlio Camacho é Membro da décima primeira geração, pertencente à linhagem direta da fundadora Yim Ving Tsun, gerações  que há mais de trezentos anos transmitem este estilo de Kung-Fu da forma tradicional.



Yim Ving Tsun.


A importância de seu nome Kung-Fu ganha novo relevo particularmente neste momento histórico. Na virada para o século XXI, Patriarca Moy Yat demonstrava preocupação quanto à preservação do Ving Tsun e sua transmissão pura e completa, crendo na dificuldade de sua sobrevivência no novo milênio. Era necessário que se fizesse um trabalho que pudesse apresentar o Ving Tsun para o Ocidente de forma que se aproximasse à sua Cultura e estilo de vida, sem perder a essência do Ving Tsun, e fosse essa a ponte para despertar o interesse posterior pela prática tradicional.



Com este objetivo, Patriarca Moy Yat cria nos Estados Unidos a forma Siu Nim Do (pequena ideia do Caminho) e a partir deste trabalho, seu Discípulo Grão Mestre Leo Imamura cria uma listagem técnica, o Ving Tsun Experience contemplando a estas aspirações de Patriarca Moy Yat.



Sitai Gung e Si Gung. Foto Oficial Si Fu To Dai.


Com as ferramentas prontas, para operacionalizar a preservação do Sistema Ving Tsun, faz se necessário que alguém, com profundo conhecimento desta arte, "aquele que guarda o segredo ancestral" dê continuidade a este trabalho onde ele possa representar uma janela para o Mundo e assim garantir a preservação do Ving Tsun e sua transmissão pura e legítima para as futuras gerações. Grão Mestre Leo Imamura convocou Mestre Sênior Júlio Camacho para esta grande missão e levar este trabalho de volta para onde ele nasceu: os Estados Unidos da América.



Seminário de Ving Tsun Experience.  Foto 2011.


Mestre Sênior Júlio Camacho dedicou sua vida ao Ving Tsun.  Tornou-se Mestre Qualificado pela Moy Yat  Ving Tsun International Federation aos 33 anos, em 15 Março de 2003. Fundou no mesmo ano sua Família Kung-Fu (Família Moy Jo Lei Ou). No ano de 2006 aceitou seu primeiro Discípulo Leonardo Reis. No ano de 2014 é titulado Mestre Sênior. Já no ano de 2015 titulou dois de seus Discípulos, Leonardo Reis e Thiago Pereira como primeiros Mestres Qualificados de décima segunda geração da América Latina.



Si Fu fala aos presentes durante a titulação de Leonardo Reis (de pé segurando Jiu Paai) e Thiago Pereira (sentado). Foto 2015.



É Líder do Clã Moy Jo Lei Ou com 29 Discípulos, com Núcleos em atividade no Estado do Rio de Janeiro nos bairros da Barra da Tijuca e Méier. Acompanhou por diversas vezes seu Si Fu, em viagens internacionais, das quais sempre buscou informações e acúmulo de conhecimento com vistas ao desenvolvimento do nosso Kung-Fu.



Da esquerda para a direita: Si Gung, Si Taai Po e Si Fu durante visita à Nova Iorque. Ano 2009.


Como guardião do segredo ancestral, sempre zelou pela legitimidade da transmissão; como homem contemporâneo olha para o seu tempo e analisa o cenário para manter preservada a arte que lhe foi confiada. Olha o futuro e cria em sua Família o Conselho de Membros Vitalícios, uma verdadeira Escola para Líderes, onde monitora pessoalmente o desenvolvimento de cada membro e das atividades e propostas, até que estejamos prontos para assumirmos integralmente, sozinhos, aquilo o que nosso Mestre nos confiou que é a preservação do legado que ele sempre defendeu.


Por todos estes anos que sigo meu Si Fu, por todo o aprendizado que já adquiri e por tudo o que ainda há de vir, tenho segurança para afirmar: Mestre Sênior Júlio Camacho poderia ser considerado apenas mais um entre os vários Mestres de Artes Marciais espalhados pelo Mundo afora, não fosse por um pequeno detalhe: ele é brilhante!















segunda-feira, 1 de maio de 2017

Kung-Fu e a força de um sonho.





"Os sonhos que eu tenho coloquei neste chão que você está pisando, portanto, sempre que pisar neste chão, pise com cuidado. Você está pisando nos meus sonhos".
                                          
                                         Mestre Sênior Júlio Camacho ( Líder do Clã Moy Jo Lei Ou).

                      (Trecho do discurso de inauguração do primeiro Núcleo em Jacarepaguá 1995).




Esta postagem, é um breve relato sobre parte da obra que nasceu de um sonho. De alguém que ousou acreditar e inspirar, ou em uma frase que ele usou para homenagear Grão Mestre Leo Imamura por ocasião de seu Aniversário, "o senhor não faz ideia o quanto afeta a vida das pessoas". Sim, o sonho do meu Si Fu fortalece nosso Clã, amplia nossos horizontes, inspira o crescimento do nosso Kung-Fu. O sonho do Mestre Sênior Júlio Camacho, e o que ele representa para mim, é o personagem principal deste Blog.



O sonho é uma vontade permanente, viva, constante, que não se apaga, seja  na menor ou maior dificuldade. Ele integra não apenas a História pessoal de quem sonha, mas da Humanidade quando é capaz de afetar a vida das pessoas para movê-las em uma direção, não idêntica mas comum às suas aspirações. Não raras vezes, o sonho foi a força motriz geradora do desenvolvimento da justiça e da fraternidade humana.


Um exemplo mundialmente conhecido foi a Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, um marco na luta por direitos civis dos negros nos Estados Unidos, quando o Reverendo Martin Luther King proferiu a 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial o famoso discurso "I have a dream". O sonho que ecoou na capital da América ainda vive nos corações daqueles que por todo o mundo lutam pela igualdade entre os homens.





Foto Histórica: Si Fu em frente ao outdoor do Núcleo Jacarepaguá. Ano 2002.




Geralmente, os sonhos são feitos de difícil realização. Existem obstáculos que precisam ser superados e não raro, muitas pessoas desistem pelo caminho. Muitos sonhos são construídos em bases frágeis, e ao não serem concretizados, fica a falsa impressão da impossibilidade de  que um dia eles pudessem se tornar reais, como se os sonhos fossem construídos em nuvens o que sobrasse ao fim de tudo fosse apenas o chão duro da realidade.




Si Fu durante a abertura do San Toi. Núcleo Barra. Ano 2016.





Em seu discurso por ocasião da inauguração do primeiro Núcleo da Moy Yat Ving Tsun Martial Inteligence em Jacarepaguá no ano de 1995, Mestre Sênior Júlio Camacho esclareceu aos presentes a importância do que havia ali, não se circunscrevia apenas ao local físico, mas deixou clara a sua relação com o que aquele local representava, da importância que há em respeitar um sonho realizado, e porque não, o de também ser inspirado por ele.





Si Fu fala aos presentes durante a Primeira Cerimônia Tradicional da Família Moy Jo Lei Ou. Ano 2003.



A importância da capacidade em avaliar cenários, apoiar-se no potencial que cada situação oferece, desenvolver uma atenção cuidadosa, são algumas das ferramentas para que alguém consiga realizar seus sonhos. Não é uma busca fora de si mesmo, mas um reencontro consigo, com aquilo que se pode realizar através das competências que se tem ou que se venha a adquirir com o desenvolvimento de seu Kung-Fu. Como na frase de Mário Quintana: "sonhar é acordar-se para dentro".



Inauguração do Núcleo Méier. Foto 2012.





O Kung-Fu é uma habilidade incorporada à personalidade da pessoa, desenvolvida através de um Sistema que leva o praticante à experimentar estímulos em cenários que propiciam o seu desenvolvimento, sendo a Vida Kung-Fu o meio adequado a todo este acesso, em constante movimento, formando novas lideranças.



Inauguração do Jiu Pai da Família Moy Fat Lei. Foto 2016.




Se o sonho é o ponto de chegada de uma estrada chamada esperança, um Sistema de Kung-Fu é como o combustível introduzido no tanque de um carro que nos conduzirá por esta mesma estrada. Este carro que caminha através dos anos é a Vida, quem está no volante somos nós. Chegar ao fim da estrada esperança com o sonho realizado ou não, dependerá do quanto de Kung-Fu nossa vida foi abastecida.